Reprodução: ESTADAO.COM.BR
Objetivo da entidade é dar mais tempo de descanso aos jogadores e, assim, melhorar o nível técnico da competição
Para garantir que a Copa de 2014 não repita o fiasco em campo como
ocorreu na África do Sul 2010, a Fifa estuda adiar em quase um mês o
início do maior torneio do mundo. A meta é dar mais tempo para que os
astros possam se recuperar de temporadas duras em seus clubes e chegar
ao Mundial em plena forma.
A ideia faz parte do pacote de reformas que um grupo técnico começa a
analisar na Fifa. Em vez de o jogo inaugural ocorrer em junho, o
Mundial teria seu início em julho. Fontes da entidade disseram ao Estado
que patrocinadores, técnicos e mesmo redes de TV se queixaram ao ver
jogos nada atraentes, sem gols e com as maiores estrelas do mundo se
arrastando pelo campo.
Os parceiros da Fifa garantem que estão dispostos a continuar pagando
os preços exorbitantes cobrados pela entidade para patrocinar o evento.
Mas, em troca, precisam de um torneio de primeira categoria, o que não
ocorreu em 2002, 2006 e 2010.
Neste ano, por exemplo, Wayne Rooney não conseguiu fazer um gol.
Cristiano Ronaldo se despediu do torneio sem brilhar, Didier Drogba foi
apenas uma sombra do jogador que atua pelo Chelsea e Kaká era apenas uma
imagem distante do craque que levou o Milan a conquistas.
Os primeiros problemas foram registrados já na Copa de 2002, com
qualidade em campo bem inferior à que se esperava de um Mundial. Para
2006, na Alemanha, uma semana extra foi dada às seleções, com torneios
nacionais acabando mais cedo. Mas nem isso funcionou. Agora, a
perspectiva é dar um mês inteiro aos treinadores das seleções.
Outra medida sob análise é a de impedir que jogos, mesmo da primeira
fase, terminem empatados. A Fifa se irritou com os esquemas defensivos
levados para a África do Sul. O resultado foi a pior média de gols na
história das Copas e a qualidade baixa do futebol apresentado.
A entidade debate a introdução de cobranças de pênaltis já na
primeira fase, obrigando os times a atacar. A prorrogação pode acabar e a
Fifa ainda estuda a adoção da morte súbita nas partidas. Tudo para
elevar o número de gols e tornar o evento mais emocionante. "Queremos
uma Copa do Mundo mais atrativa", afirmou Joseph Blatter, presidente da
Fifa. "Na primeira fase, ninguém quer perder. Na Copa deste ano, tivemos
seis partidas que terminaram sem gols. Temos de rever isso." fase.
O desastre da arbitragem em 2010 também obrigará a Fifa a pensar na profissionalização dos juízes que atuam no Mundial.








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