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Governo Alckmin aguarda que Corinthians mostre garantias
neste mês, senão buscará plano B
Em sua nova gestão, o governador reeleito Geraldo Alckmin
(SP) tem uma obsessão: confirmar São Paulo como sede da abertura da Copa do
Mundo de 2014.
Para isso, não há tempo a perder. O Estado apoia a
construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, para ser a sede paulista,
mas o clube ainda não mostrou como vai pagar os cerca de R$ 600 milhões
necessários para erguer a nova arena.
"Essa situação tem que estar definida neste mês porque
já entramos em 2011, temos a Copa das Confederações em 2013 e o Mundial em
2014", afirmou Jorge Roberto Pagura, novo secretário de Esporte de São
Paulo, que será empossado hoje.
Ele deverá ter um papel mais decisivo em assuntos relativos
à Copa que seu antecessor, Claury Alves.
Em entrevista à Folha, Pagura disse ontem que confia na
capacidade do Corinthians de viabilizar financeiramente o projeto, mas deixou
escapar que o governo, para não perder a chance de receber a abertura, trabalha
com um plano alternativo.
"O governo tem que sempre trabalhar com um plano B. O
governo não vai deixar escapar a abertura de São Paulo. Estuda-se um plano B
desde que não precise pôr dinheiro em estádio", afirmou.
Uma hora após a entrevista, a assessoria de imprensa do
secretário solicitou, a pedido dele, para retificar a declaração, afirmando que
o governo só procurará um plano alternativo caso o Corinthians não apresente
suas garantias até o fim deste mês.
O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, disse
anteriormente que até o fim de janeiro anunciará a empresa que bancará a
ampliação do estádio para 65 mil lugares e com condições de receber a abertura.
Inicialmente, a arena fora projetada para 48 mil pessoas.
Além da preocupação com a viabilização do estádio
paulistano, o governo estadual deverá intensificar o lobby para que a cidade
receba o máximo possível de eventos paralelos à Copa.
Até a festa de abertura do Mundial-2014, já pleiteada por
Fortaleza, passou a ser alvo da cobiça paulista.
"Estamos pleiteando tudo. A prioridade é o jogo de
abertura, mas vamos lutar pelo maior número de eventos que pudermos receber. Se
possível, queremos fazer a festa de abertura em outro estádio", disse o
secretário.
"Queremos também o IBC [centro de mídia]. E não tenho
dúvidas de que o Congresso da Fifa deve vir para São Paulo. Em termos de
hotelaria cinco estrelas, a cidade é uma das mais preparadas para esse
evento", falou Pagura, lembrando que o principal concorrente é o Rio.








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Só quero ver...
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