Reprodução: Paulo Vinícius Coelho, Folha.com
Só no dia 1º de abril, isso se a promessa for cumprida, a
obra em Itaquera estará andando
Já há muita gente dizendo, nos corredores dos comitês de
Copa do Mundo, que a abertura e a final, em 2014, acontecerão no Maracanã.
Ninguém dirá isso oficialmente antes de 2012, mas ainda não
vale pagar para ver o primeiro jogo do Mundial em São Paulo, na Bahia, em
Brasília.
Enquanto não existe a certeza de que o Maracanã fará também
a abertura, duas coisas concretas acontecem em São Paulo.
1) Arena Palestra e Morumbi têm obras a pleno vapor, sem
nenhum centavo de dinheiro público.
2) Andres Sanchez diz, desde setembro, que no mês que vem
dará a informação sobre a origem do dinheiro para o complemento do Fielzão, de
48 mil para 65 mil lugares. Suas declarações lembram os cartazes expostos nas
paredes das antigas mercearias, onde se lia: "Fiado só amanhã!".
Do projeto do Morumbi para a Copa, inicialmente aprovado
pela CBF para as oitavas de final e depois rejeitado sem perdão, 35% da obra já
está concluída. A modernização do estádio é conduzida simultaneamente à
realização dos jogos, diferentemente do Maracanã e do Mineirão. E apenas com
dinheiro de parceiros privados (Bradesco, Nestlé, Visa, Volkswagen e Tim
financiam o novo Morumbi).
Agora, o São Paulo também conversa com parceiros para fazer
a cobertura. O que no projeto para a Copa seria feito com dinheiro do BNDES, o
São Paulo confia que viabilizará com ajuda da iniciativa privada.
Os cronogramas de obras garantem que, em janeiro de 2013, a
Arena Palestra e o novo Morumbi funcionarão a pleno vapor. A obra de Itaquera
estará em andamento, isso se começar de fato no dia 1º de abril, como o
Corinthians promete.
A cobertura do Morumbi é um capítulo à parte. Depois de
assinado o contrato com o novo parceiro, a perspectiva é de término em 30
meses, com inauguração provável em janeiro de 2014. Com o relatório da Fifa
crítico às adaptações propostas para Itaquera, com conversas sobre abertura e
final no Rio de Janeiro, e dois estádios modernos em São Paulo a partir de
2013, a lógica seria fazer semifinal em São Paulo e permitir ao Corinthians
construir seu estádio como Andres Sanchez sempre sonhou. Para 48 mil pessoas.
No caso paulista, sobraria tempo e energia para cuidar de
outro tema aflitivo. Evitar que milhares de turistas descubram, daqui a três
anos, aquilo que todos os brasileiros que viajam por Guarulhos já sabem: que
São Paulo tem o pior aeroporto do mundo.








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