Reprodução: Folha.com
Artigo de Juvenal Juvêncio
O São Paulo se prepara para enfrentar grandes desafios,
entre os quais o orgulho de poder sediar a Copa, para o que a linha ouro é
fundamental
Completou-se no ano passado meio século da inauguração do
estádio Cícero Pompeu de Toledo -o Morumbi, criação magnífica do arquiteto
Vilanova Artigas. Além da sua importância para a história do São Paulo Futebol
Clube, o estádio também teve enorme impacto sobre a ocupação e o
desenvolvimento do próprio bairro e da região.
Em poucas décadas, o Morumbi se tornou densamente urbano,
deixando para trás o tempo das chácaras e dos espaços vazios. Vieram com o
progresso os problemas da cidade moderna. Um deles, dos mais aflitivos, o
tráfego intenso de veículos, que toma o tempo e afeta a qualidade de vida das
pessoas.
Não há outro remédio para esse mal a não ser o transporte
público de qualidade. Forma-se, hoje, na sociedade e nos governos, o
entendimento salutar de que o investimento em metrô e no transporte sobre
trilhos é, entre todas as providências, o que mais terá condições de melhorar
de maneira estrutural o trânsito da cidade.
Há razões para ver com otimismo o futuro do Morumbi. A
conclusão das obras da linha amarela do metrô vai ligar o centro da cidade, na
Luz, à Vila Sônia, além de integrar a malha do sistema metro-ferroviário da
cidade. Na região do estádio, está prevista para 2012 a inauguração da estação
São Paulo-Morumbi -a cerca de 1 km do estádio.
Mas tão importante quanto isso será a construção da linha 17
(ouro), investimento estimado em R$ 3 bilhões. Dela vai resultar a ligação
entre o aeroporto de Congonhas e a estação São Paulo-Morumbi da linha amarela
do metrô, com extensão total de 21,5 km e 20 estações no percurso. O São Paulo
participou com entusiasmo dos esforços voltados à viabilização de recursos para
realizar essa obra fundamental.
Insistimos para que a construção da linha ouro fosse
inserida no PAC da Mobilidade para a Copa do Mundo de 2014. Conversamos com o
governo do Estado e com a Prefeitura.
O São Paulo está se preparando há muito para enfrentar
grandes desafios, entre os quais o orgulho de poder sediar a Copa e de acolher
em sua casa os cidadãos da capital paulista, do Brasil e do mundo.
Estudos projetam que a linha ouro vai transportar centenas
de milhares de passageiros diariamente.
Além de desafogar o tráfego da região de Congonhas até o
Morumbi, a obra trará melhorias significativas para o entorno do estádio.
A avenida Jules Rimet, que passa ao lado do Morumbi, ganhará
calçadões, melhorando o fluxo, o conforto e a segurança dos frequentadores do
estádio. A praça Roberto Gomes Pedrosa, hoje degradada e sem utilidade,
receberá uma das estações da linha ouro e será totalmente revitalizada,
transformando-se num espaço arborizado de 30 mil m2, com estacionamento para
cerca de 1.650 veículos.
Os graves problemas de enchentes que assolam o clube e os
moradores do entorno do estádio também ganharão solução definitiva.
Por tudo isso, a linha ouro está no centro do
desenvolvimento da região. O "Tricolor do Morumbi" conta com sua
realização para servir melhor aos moradores do bairro, aos torcedores do clube
e aos amigos do futebol no mundo todo.
Comentário do blog
Ontem, Taça das Bolinhas; hoje, artigo na Folha. Não há como negar: JJ é esperto.








2 comentários:
Guedex, tô começando a achar que haverá reviravolta nesta história de copa do mundo em São Paulo.
Linha Ouro parece ser tão boa para a região assim, porque pintam o JJ como um pária, a luta dele é tão prejudicial ao clube?
Não vai ajudar a região que é carente de transporte público e revitalizar o entorno e a região?
Sei não, se ficar só pela visão da imprensa é complicado...
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