Reprodução: Blog do Noblat, Globo.com
Roberto Maltchik
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| Imagem: Fernanda Almeida |
Em relatório que aponta indícios de graves irregularidades
no processo de licitação para as obras do Maracanã, o Tribunal de Contas da
União (TCU) pediu e o BNDES só vai liberar ao governo do estado do Rio 20% do
valor da linha de crédito de R$ 400 milhões já contratada.
No documento, os auditores do TCU chegam a dizer que a
planilha orçamentária da nova arena carioca "beira a mera peça de
ficção".
Fechado desde setembro, o Maracanã teve o projeto de sua
reforma orçado em R$ 705 milhões. Os R$ 305 milhões complementares ao
empréstimo do BNDES virão dos recursos do tesouro estadual. Com base em projeto
básico feito pela Empresa de Obras Públicas (Emop), houve a licitação vencida
pelo Consórcio Maracanã Rio 2014, formado pelas empresas Andrade Gutierrez,
Odebrecht e Delta.
Entre as supostas irregularidades, o TCU aponta a falta de
detalhamento das intervenções. Enquanto o projetos básico para as reformas dos
estádios Verdão, em Cuiabá, e Mineirão, em Belo Horizonte, apresentaram,
respectivamente, 702 e 1309 plantas, o do Maracanã exibiu apenas 37.
Segundo o TCU, o projeto básico e o orçamento apresentados
no edital de licitação abrem caminho para que a obra fique muito mais cara do
que o previsto. No relatório, os auditores identificaram até itens que não
fazem parte do jargão da engenharia.
"Termos como miscelânea montagem ou complemento de
infraestrutura não têm significado objetivo, o que possibilitará futuros
desentendimentos entre o contratante e a empreiteira. Não há sequer como
criticar o custo de R$ 5.101.885,39 previsto na planilha para esse item, diante
da ausência de elementos para caracterizá-lo de forma minimamente
satisfatória", afirmam os técnicos do TCU.
Nota do blog
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