Reproduçã: Juca Kfouri, Folha.com
Inovadora e corajosa, a proposta do Clube dos 13 para os
três próximos anos surpreende
Os clubes brasileiros que disputam o principal campeonato do
país receberão neste ano coisa de R$ 500 milhões pelos direitos de transmissão
em TV aberta, fechada, pagar-para-ver, internet e telefonia, além de placas de
publicidade etc.
A proposta para os três próximos anos começa por inovar ao
fazer concorrências específicas para cada meio, sem que haja mais o direito de
preferência que a Globo exercia -decisão do Cade que contou com a concordância
da própria Globo.
O diretor-executivo do Clube dos 13, Ataíde Gil Guerreiro,
espera dobrar o faturamento dos clubes com a nova concorrência (R$ 500 milhões
como lance mínimo), que será feita em envelopes fechados e auditados por
empresa especializada, iniciativa do próprio dirigente para garantir absoluta
transparência no processo.
A comissão de negociação do Clube dos 13, composta por
Santos, Galo, Botafogo e Bahia, já recebeu os representantes da Record e da
Rede TV! e receberá mais uma vez a Globo nesta quarta-feira. A decisão deve
sair em 40 dias.
Comparado com os valores dos cinco maiores campeonatos
europeus, nenhum deles tão disputado como o Brasileirão, a quantia recebida
hoje por aqui é irrisória.
Basta dizer que, tudo somado, o Brasileirão fatura 200
milhões em direitos de TV, cinco vezes menos que o Campeonato Inglês e três
vezes menos que o Francês e o Espanhol.
Guerreiro tem pautado as negociações pela independência que
o caracteriza como empresário bem-sucedido e que não precisa do futebol para
nada, embora revele estar entusiasmado com a perspectiva de fazer história,
motivo pelo qual já bateu de frente tanto com o bispo Honorilton Gonçalves, da
Record, como com Marcelo Campos Pinto, da Globo.
O primeiro fez insinuações sobre eventual armação, e o
segundo argumentou com a "intangibilidade" da parceria global. Foram
energicamente rechaçados por Guerreiro.
O Clube dos 13 quer fazer a geração das imagens de seu
campeonato, para garantir a correta exposição dos patrocinadores de seus
filiados, e quer retirar da CBF quaisquer direitos comerciais que a entidade
detenha no Regulamento Geral das Competições, com o que garantirá, como faz
sentido, todos os direitos sob o conteúdo que produz e a comercialização do
que, de fato, lhe pertence.
Se metade der certo, será uma bela revolução.








Um comentário:
Guedex, tá mais do que na hora dos clubes brasileiros darem um BICO nesta tal de CBF, e pensar neles e não "NELA".
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