Opção do Corinthians, Caixa cobrará juros mais elevados
Bernardo Itri
Para levantar dinheiro para o Itaquerão, o Corinthians e o
fundo responsável pela obra do estádio acionaram a Caixa Econômica Federal.
Isso aumentará o custo para fazer a casa do time alvinegro.
A intenção é que o banco seja intermediário do empréstimo
com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O recurso foi adotado porque o fundo não tem consistência
para levantar esse empréstimo com o BNDES, segundo apurou a Folha.
Dessa maneira, a Caixa Econômica Federal poderá receber o
valor do BNDES e levá-lo ao fundo. O banco admitiu ter sido procurado para a
operação, mas não confirma se ela será realizada.
Como não há ainda orçamento fechado referente à construção
do estádio que deve receber a abertura da Copa de 2014, não há o valor definido
do empréstimo.
Se essa transação de fato acontecer, há duas importantes
implicações que caminham juntas: o risco da Caixa de não receber e o
encarecimento do custo da obra.
A construção do estádio corintiano deverá ultrapassar
bastante o valor estimado, hoje, de R$ 600 milhões.
De acordo com gente envolvida no projeto, a Caixa pegará o
valor do empréstimo no BNDES, com a baixa taxa de juros cobrada pelo banco e
repassará ao fundo usando como base as suas taxas de juros, encarecendo o custo
das obras da arena.
A escolha da Caixa para ser o agente repassador se deu por
apresentar juros menores que bancos privados e aceitar as condições financeiras
que o fundo oferece.
Sem garantir que participará da operação, a Caixa diz que
não pode detalhar as condições da transação.
Andres Sanchez, o presidente do Corinthians, afirma apenas
que é a Odebrecht, responsável pelas obras para erguer a arena, que dará
garantias financeiras para levantar o dinheiro no BNDES.
Contra o tempo
A reportagem apurou que toda essa engenharia financeira só
foi desenvolvida por causa da urgência em iniciar as obras para que o estádio
fique pronto a tempo de sediar partidas da Copa no Brasil.
Além da corrida pela viabilização financeira da construção
da arena, existem as questões legais pendentes na Prefeitura de São Paulo para
que se iniciem os trabalhos.
Na semana passada, o projeto foi analisado pela Câmara
Técnica de Legislação Urbanística, que aprovou o conceito da construção. Agora,
o projeto segue o trâmite para que seja aprovado.
Para a prefeitura, faltam soluções para algumas pendências.
Entre elas, uma referente aos dutos da Petrobras que passam pelo terreno onde
será construído o estádio.
A expectativa é que a obra esteja aprovada para começar em,
no mínimo, 40 dias.








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