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Nas últimas semanas, poucos assuntos foram tão abordados
pela mídia quanto o racha político que tomou conta do futebol. Neste imbróglio,
poucas pessoas foram tão importantes nos bastidores quanto o homem-forte do
esporte da Globo. Marcelo Campos Pinto age como cartola, costura acordos e é um
dos grandes incentivadores da confusão toda.
Só que todo esse prestígio não surgiu do nada. Campos Pinto
trabalha na Globo desde 1994, virou o manda-chuva de esportes em 1996 e só viu
seu prestígio crescer no período. Hoje, sua influência é tanta que ele é
frequentemente apontado como um dos possíveis sucessores de Ricardo Teixeira na
presidência da CBF.
Projeções à parte, o fato é que Marcelo Campos Pinto é
reconhecidamente forte no meio. Advogado de formação, o executivo começou a
trabalhar com negociações de direitos de TV em 1997, ano em que o Clube dos 13
fez seu primeiro grande contrato com a Globo.
Hoje, quase uma década e meia depois de entrar no ramo,
Campos Pinto é respeitado no mercado internacionalmente. Em 2010, durante a
Soccerex, que reuniu executivos ligados ao futebol no Rio de Janeiro, recebeu
elogios públicos de ninguém menos que Niclas Erikson, chefe de venda de
direitos de transmissão da Fifa, presente no evento.
O prestígio de Campos Pinto, claro, também se escora no
conhecimento técnico da Globo. O reconhecimento da qualidade da emissora na
captação de imagens é tão grande que o Comitê Olímpico Internacional (COI)
apontou a Globo como responsável pelas transmissões de vôlei de praia dos Jogos
Olímpicos.
Nesse contexto, Marcelo Campos Pinto tornou-se figura
conhecida entre as agências que negociam direitos de todas as modalidades pelo
mundo. E é aí que entra uma de suas maiores qualidades. O executivo sabe aliar
o conhecimento e o poder que possui.
Uma das maiores vitórias da Globo foi a conquista dos
direitos da Liga dos Campeões em TV aberta no Brasil. Ao fechar o contrato, em
2009, Marcelo Campos Pinto convenceu a Uefa de que a força da emissora
platinada compensava o afastamento da Heineken. Patrocinadora da competição, a
cervejaria não expôs sua marca na Globo durante as partidas da Liga, ao
contrário do que faz no resto do mundo, para não ferir a parceria da TV com a
Ambev.
Outra conquista teve a Fifa como protagonista. Em 2006, a
Globo pagou US$ 100 milhões pela Copa do Mundo e ganhou a concorrência com a
Record, que ofereceu US$ 120 milhões, em cenário parecido com o que se vê
atualmente no futebol brasileiro.
Só que no âmbito nacional essa mistura entre conhecimento e
poder muitas vezes se volta contra os clubes. Durante a atual negociação dos
direitos de transmissão, a Globo deixou claro seu descontentamento com o modelo
de negociação com envelopes fechados, que dá o contrato a quem fizer a melhor
oferta.
O sistema permite que uma concorrente perca o contrato por
um valor pequeno, já que as rivais não têm conhecimento de todas as propostas
em jogo. Nos bastidores, Marcelo Campos Pinto tratou a sugestão do Clube dos 13
como uma espécie de loteria, “esquecendo-se” de que participa de certames
idênticos há anos.








4 comentários:
é fei... e o cade come palhacitos junto com os bispos assistindo tudo isso...
cade o cade? hsuashhuash
Eu como são-paulino, gostaria que o tricolor esperasse até o ano que vem para negociar os direitos de trasmissão do campeonato brasileiro.
Com o time que temos, podemos ser campeões da C. do Brasil, e do Brasileiro.
Queria ver a dona globo querer dar menos dinheiro ao maior e atual campeão do Brasil e também a 3ª maior torcida.
Mas eles "só" pensam nos torcedores... não duvido se os jogos, principalmente do Tricolor, começarem as 23:00...
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