Reprodução: UOL
Gustavo Franceschini e Ricardo Perrone
O maior aliado do Clube dos 13 já não está tão alinhado com
a entidade. Em audiência pública no Senado para a discussão dos direitos de TV,
o São Paulo deixou claro que pode assinar com a Globo, concordou com argumentos
favoráveis à emissora carioca e afundou a base de defesa da entidade de Fábio
Koff, que agora depende do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)
para seguir vivo na briga dos bastidores do futebol.
José Francisco Manssur, representante do clube do Morumbi,
deixou claro que o São Paulo não está fechado com a RedeTV!, ao contrário do
que alardeia o Clube dos 13. O time tricolor é um dos cinco (Internacional,
Guarani, Portuguesa e Atlético-MG) que ainda não acertaram com a Globo,
formando a base de Koff e companhia.
Além do São Paulo, Atlético-MG e Inter também já admitiram
que podem negociar separadamente, indo em direção oposta à que prega o Clube
dos 13. A entidade ainda viu o Senado sem ação diante do tema, já que os
parlamentares não foram capazes de discutir os temas mais importantes do
assunto, como a validade do compromisso com o Cade, assinado por Koff e Globo
no ano passado.
O Cade, agora, se torna a última esperança do Clube dos 13.
O órgão que combate crimes econômicos só vai se pronunciar sobre o caso no
próximo dia 27, quando uma segunda audiência pública reunirá Ricardo Teixeira,
presidente da CBF, as emissoras e o próprio Clube dos 13.
O pior para o grupo de Koff é que, além de sinalizar uma
aproximação com a Globo, o São Paulo ainda derrubou os principais argumentos de
Fábio Koff e Ataíde Gil Guerreiro, diretor-executivo da entidade que é
dirigente do próprio clube tricolor. A principal divergência é em relação à
possibilidade de uma negociação individual, totalmente rechaçada pelo Clube dos
13.
“Como é uma relação privada, o São Paulo entende que os
clubes podem negociar separadamente”, disse Manssur, que, no entanto, disse
preferir outra opção. “Acho que o modo democrático mais correto é o da
concorrência pública”, completou.
Manssur também não se furtou a discursar sobre o que espera
de uma futura parceira nos direitos de TV. “O que me interessa não é só o
valor, interessa a abrangência a qualidade técnica e o preço”, disse o
representante são-paulino, repetindo o mesmo discurso utilizado por Andrés
Sanchez pouco antes.
“Eu tenho um patrocinador que me paga R$ 50 milhões e quer
aparecer onde tem a maior audiência. Então não é só o maior preço que me
interessa”, disse o presidente corintiano.
Manssur foi ainda mais longe. Apesar de seguir em um lado
oposto ao do cartola rival, que já se considera ex-membro do Clube dos 13, o
dirigente são-paulino acenou com um acordo. “Tenho certeza que as partes vão se
compor e o saldo será positivo para todos”, concluiu.








3 comentários:
Isso foi inferência do jornal. Impressionante como o jornalismo da Folha/UOL infere assuntos. Confesso que não sei se por incompetência ou má-fé.
Decidem a questão dos direitos de transmissão como se ela fosse simplesmente uma lógica 'binária', pois para eles se você não é A é porque está com B...
Este é o JJ ... que falou, falou, falou, falou ... e na hora "h", mandou um representante e "desdisse" (dá-lhe o Titenes) tudo o que tinha falado ... assim fica difícil ...
Geraldo
Isso sobre o JJ é verdade. Brigou com a CBF por causa do clube dos 13. Em boa parte, por causa disso, perdeu o Morumbi na Copa. Fora o que o time foi prejudicado no Brasileiro e Libertadores do ano passado. E agora existe a possibilidade do clube acertar com a Globo. Pode?
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