Reprodução: Folha.com
Martín Fernandez
Bernardo Itri
Além do impasse sobre financiamento, estádio do Corinthians
tem disputa entre esferas de governo
O papel de São Paulo como sede da Copa de 2014 está cada vez
mais indefinido. Além do impasse no financiamento do Itaquerão, divergências
políticas também travam a definição sobre o futuro estádio do Corinthians.
O clube e a Odebrecht, empreiteira contratada para construir
a arena, pediram ajuda ao governo de São Paulo para concluir a conta da obra -o
custo final agora é estimado em R$ 1,07 bilhão.
Ouviram um "não" como resposta. E o argumento de
que o Estado não vai investir num estádio que, quando pronto, terá uso privado.
O pedido foi de cerca de R$ 350 milhões para a conclusão da
obra. Clube e empreiteira contam com R$ 400 milhões do BNDES e R$ 240 milhões
dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento, da Prefeitura de São Paulo.
O governo estadual afirmou que seu papel é investir em obras
no entorno do estádio e sugeriu ao clube que procure o governo federal.
Afinal, foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
entendem integrantes do governo, quem deu o empurrão inicial para que o estádio
em Itaquera fosse construído.
A ideia de pedir um financiamento maior ao BNDES foi
descartada pelo próprio banco -o limite de R$ 400 milhões por arena não será
ampliado para esse caso, como a Folha mostrou ontem.
Porém a disputa política não se resume ao conflito entre
governo paulista e União. Também ocorre o que no Palácio dos Bandeirantes é
chamado de "fogo amigo", por parte da prefeitura.
O COL (Comitê Organizador Local da Copa) se queixa da falta
de entendimento entre município e Estado.
Embora o secretário especial para a Copa-2014, Gilmar Tadeu
Ribeiro, tenha sido apresentado pelo prefeito Gilberto Kassab como agente de
integração entre as três esferas de governo, o cenário é tenso com a equipe de
Geraldo Alckmin (PSDB).
A saída de Kassab do DEM e sua tentativa de aproximação com
o PC do B -partido de Tadeu e do ministro do Esporte Orlando Silva Jr., que
recentemente criticou os impasses de São Paulo- criam rusgas que interferem no
planejamento da Copa-2014.
Com esse cenário e prevendo uma crise futura entre
prefeitura e governo, funções foram divididas para a Copa. O Estado fica com
segurança, transporte, saúde e turismo. A prefeitura, com energia, serviços e
estádio.
Segundo gente envolvida na organização do Mundial, Kassab já
pretende levar parte da equipe técnica do Comitê Paulista do Estado para o seu
lado, engrossando sua participação na Copa.
Comentário do blog
10, 9, 8, ...








5 comentários:
faz muito bem o governo do estado ao recusar colocar dinheiro no estadio.
ja a atuacao da prefeitura é decepcionante. já deram os R$ 240 milhões dos certificados de incentivo ao eesenvolvimento e, pelo que diz a materia, pode dar ainda mais. é o nosso dinheiro.
não vou me surpreender se o governo federal também contribuir.
Sem os 300 dinheiros do Governo do Estado, o itaquerão não sai do papel (pelo menos para a abertura da Copa - talvez ainda vingue no projeto original com 48 mil lugares, só que sem jogos da Copa) ... com o Morumbi descartado, sobrou apenas a Arena Palestra ... a WTorre também está fazendo suas preces ... já que a verba pública poderá ser transferida para lá ...
Geraldo
Guedex, por que que a FIFA ou o COL não descartam esse tal estádio?
O São Paulo teve 30 dias para apresentar as garantias financeiras, há um ano. Quanto tempo tem as frangas?
o são paulo tem k esquecer essa historia de copa!
faz uma enquete aqui perguntando pra a torcida perguntando,oque é mais importante:
o são paulo se preocupar com estadio para copa do mundo ou se preocupar em arrumar um time forte competivo e brigue por titulos.
Renato, por interesses "ocultos" (que todos já sabem) a CBF tá forçando a barra pra sair o estádio pro corintians, seja com a capacidade que for e mesmo que não seja para a copa... Não estão nem aí para a possibilidade de SP ficar fora da copa. Por isso o projeto do "carandiruzão" tem tido tanta conivência... Eles vão tentar aguentar até os prazos limites pro corintians conseguir reunir o máximo de dinheiro público (pq eles não tem). Se conseguirem o suficiente sai algum estádio... mas dificilmente para participar da copa... Se não tiver viabilidade, vão dizer q fizeram o possível, que o governo (nas 3 esferas) não fez a lição de casa e o cara de areia mijada vai ficar conhecido por mais um fracasso... Resultado: mais uma maquete para a "sala de troféus" do parque são jorge.
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