Reprodução: iG
Mário André Monteiro
Riva Carli teve seu trabalho contestado por alguns
torcedores e disse que seu método é igual aos demais
O São Paulo vem sofrendo com as seguidas lesões musculares
de seus jogadores no ano de 2011. Na reta final do Paulistão, por exemplo, o
meio-campista Lucas desfalcou a equipe nas quartas de final, contra a
Portuguesa, e na semifinal, contra o Santos. Voltou sem ritmo de jogo no duelo
contra o Avaí, que marcou a eliminação do time na Copa do Brasil.
Recentemente, Fernadinho, Jean e Dagoberto não participaram
de treinamentos no CT da Barra Funda por conta de dores musculares. Rodrigo
Souto foi outro jogador que ficou de fora da equipe. O volante teve estiramento
na panturrilha e foi ausência por algumas semanas.
A torcida são-paulina, preocupada com os problemas da
equipe, elegeu um vilão para a sequência de lesões: Riva Carli. Nas redes
sociais, muitos torcedores já se manifestaram contra o método de trabalho do
preparador físico do time e o culpam pelos constantes desfalques.
Em conversa exclusiva com a reportagem do iG, Riva se
defendeu das "acusações" e disse que seu sistema não foge das
preparações que os outros times brasileiros adotam. "A minha preparação
física é normal, dentro dos parâmetros normais, bem embasado fisiologicamente.
Mas, evidentemente, existem aqueles atletas que tem um pouco mais de propensão,
menos preparado. Tem jogador que às vezes tem mais de um ano que não faz
pré-temporada", disse o preparador são-paulino.
O lateral esquerdo Juan, que em 2009 estava no Flamengo e
tinha Riva Carli como preparador, chegou a trocar farpas com o profissional,
questionando, inclusive, seus métodos de trabalho. Na época, Riva não entrou em
polêmica e disse que o fato foi aumentado pela imprensa.
"Ele (Juan) estava cansado, falamos de volume de
treino. Aqui, a primeira pessoa a dar as boas vindas fui eu. É um grande
atleta, grande profissional. É exemplar", disse o preparador na ocasião.
Conhecido por sua rigidez, Riva chegou a adotar treinos em
três períodos no São Paulo, o primeiro começando às 7h da manhã. Apesar da
carga intensa sobre os jogadores, ele avaliou que a equipe não teve muitas
lesões sérias no ano.
"Nós não temos nenhuma lesão muscular mais preocupante.
É natural ter um problema ou outro como todas as outras equipes. No Brasil todo
os times sofrem com esse problema", disse.
Logo na reapresentação do elenco no começo do ano, no seu
primeiro trabalho pelo São Paulo - ele foi contratado em dezembro de 2010, logo
após o final do Brasileirão -, Riva disse que não temia a insatisfação de
alguns atletas e explicou sua fama de linha dura. "Eu sou exigente, não
sou bravo. Sou muito amigo dos jogadores, fico 24 horas monitorando cada atleta
individualmente, porque não posso admitir jogador acima do peso. Eles não são
atletas de fim de semana e entendem essa cobrança", avaliou ainda em
janeiro.
O preparador físico atribuiu a grande quantidade de lesões
musculares ao pouco tempo de pré-temporada que as equipes têm. "Eu levo
isso muito mais para o lado do tempo de preparação do jogador. É menos de uma
semana de trabalho para entrar numa competição, que é o campeonato estadual.
Tem uma incidência muito maior no primeiro semestre do que no segundo semestre.
Isso é questão de dar uma oportunidade maior para o atleta, para ele se
preparar melhor", comentou.
Atualmente o São Paulo tem apenas um jogador
vetado por questões musculares. O zagueiro Rhodolfo sofreu um pequeno estiramento
na parte posterior da coxa esquerda e não encara o Atlético-MG na próxima
quarta-feira, pelo Brasileirão. O defensor também é dúvida para o duelo
seguinte, contra o Grêmio, no sábado.









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