Reprodução: Folha.com
Xico Sá
O apego de Ricardo Teixeira à sujeira
evita o famoso 'tchau' que o pirralho dá às fezes
Amigo torcedor , amigo secador, na
minha mania de Freud de botequim, refletia, com os cavalheiros da távola
redonda, ainda sobre essa história, repetida ad nauseam, da oratória suja do
senhor Ricardo Teixeira, o tutacamon da CBF.
Isso mesmo. Recapitulávamos a
oralidade do mandatário, especialmente o episódio do "montão" de
dejeto humano que diz despejar sobre a cabeça dos jornalistas que teimam em
revelar o óbvio sobre o seu mandato perpétuo.
Não seria, amigo, manifesta confissão
de quem não conseguiu ultrapassar a tal fase anal, a que se passa ali entre os
dois e os quatro anos de idade?
A diferença, recorrendo à sabedoria do
Dr. Sigmund, é que, no caso do cartola, talvez haja noção clara e consciente da
sujeira que se pratica dentro de casa. Não existe, porém, a menor possibilidade
de evolução para distinguir o sujo do mal-lavado, principalmente quando o
assunto é dinheiro.
No pobre diagnóstico de boteco, também
concluímos que o apego do dirigente à sujeira evita o famoso "tchau"
que o pirralho dá às fezes durante a citada fase freudiana. A pequena criatura
se orgulha de fazer cocô no lugar certo, mas se despede da sujeira.
Com o mandatário do futebol verde e
amarelo, o desejo manifesto, a tomar pela sua oralidade, é emporcalhar os
supostos adversários, como a imprensa que se rebela diante dos seus podres.
Dá para viajar um montão na leitura, com
toda licença aos profissionais do divã, da fala ricardiana. Provavelmente
outras interpretações bem mais humoradas e inteligentes aparecerão amanhã à
tarde na avenida Paulista, local da marcha "Fora Ricardo Teixeira".
Uma coisa que não tem faltado a essa
rapaziada que protesta nas ruas é juntar humor e política. Talvez acreditando
no velho ditado latim "Ridendo castigat mores", ou seja, rindo
corrigimos os costumes.
Tomara que a frase, citada de "O
Carapuceiro" -jornal recifense da primeira metade do século XIX- ao grande
esculhambador-geral José Simão, faça todo o sentido do mundo nos próximos
meses. Só, assim, quem sabe, o alvo da passeata perca a sua garantia até a
próxima Copa.
Sonha, meu filho, sonha, como dizia
minha santa mãezinha dona Maria do Socorro. Sonha, meu filho, pois sonhar ainda
é de graça aqui na serra do Araripe. Motivo é o que não falta para ir às ruas,
ainda a mais eficiente das redes sociais da humanidade, e dizer um montão para
o cara.








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