Reprodução: LANCE!NET
Marcio Porto
Parceria com empresa de telefonia deve ser
sacramentada nos próximos dias
O São Paulo já tem definido o plano para
fazer com que a estrutura do Morumbi receba a cobertura que o clube está
prestes a fechar.
Em reunião na semana passada no CT da Barra
Funda, o projeto foi desmembrado pelo escritório alemão de arquitetura GMP,
responsável por todo os passos da obra.
Ficou definido onde serão colocadas as vigas
e outros componentes da empreitada, que deve render cerca de R$ 150 milhões ao
clube.
O presidente Juvenal Juvêncio estuda
propostas de três empresas do ramo de telefonia, sendo uma delas tida como
favorita.
Os detalhes da negociação são guardados em
sigilo de acordo com as minutas de contrato. Mas a multinacional que for
escolhida deve ficar com os naming rights de uma miniarena atrás de um dos gols
para shows, com capacidade para cerca de 25 mil pessoas, um espaço temático na
arquibancada e uma área para camarotes por dez anos.
Com a miniarena, a equipe não precisaria mais
ter de mandar seus jogos em outro local quando o Morumbi tiver de receber
alguma apresentação no mesmo dia.
Comentário do blog
Não consigo acreditar que esses
R$ 150 milhões serão viabilizados somente com o “naming rights” da arena de
shows. Com cerca dez shows por ano acho que a visibilidade não justificaria
tamanho investimento.
Se realmente esse valor for
atingido pelo Tricolor, o SCCP consegue facilmente os R$ 300 milhões pelo
Itaquerão.
O ESTADÃO.COM.BR publica hoje uma matéria interessante
sobre a questão da venda do “Naming Rights” no Brasil.









6 comentários:
Ola Guedex, mas eu acredito que com essa mini-arena, o Morumbi passaria a ter shows todo o fim de semana, como acontece com as casas "Hall" que temos em São Paulo. Por isso valeria a pena pagar esse dinheiro por 10 anos. Mas acho esse número de R$ 150 milhões pequeno para o tamanho da obra, não seria apenas a 1a fase esse valor, já que o projeto foi desmembrado? Abs,
É verdade. tinha esquecido desse "detalhe".
Com certeza teremos mais shows, pricipalmento os de médio porte.
Continuo achando essa história de naming rights um grande engodo.
A título de comparação, o Miami Heats, que disputa a final da NBA, joga, em Miami, na Arena American Airlines (não confundir com a outra Arena American Airlines Center do Dallas Mavericks, outro finalista da NBA).
Essa arena, ultramoderna, para cerca de 20.000 espectadores, custou para ser construída mais de 200 milhões de dólares.
Seu naming rights foi vendido por 20% desse valor, para exploração por 20 anos pela empresa aérea que dá nome à Arena.
Só 20%!!!
E isso nos Estados Unidos, onde o mercado publicitário é muito mais forte que no Brasil.
Como acreditar que alguém vai pagar quase 100 milhões de dólares ao São Paulo, para explorar apenas parte do estádio?
Tomara que o São Paulo consiga queimar minha língua, mesmo com todos os argumentos sérios contrários.
Creio que nos EUAs como toda a arena tem um patrocinador, creio que o impacto no Brasil é muito maior já que o número de locais para eventos é muito menor. Por isso o NR custaria em tese mais caro. Trocando em miúdos, um credicard hall em SP é muito mais vantajoso do que um credicard hall em los angeles ou new york, onde o numero de casas desse tipo são incontáveis, ou seja, o impacto no grande público lá é menor do que aqui.
mas vai ou não vai? Que novela!!!
Só que nos Estados Unidos, mesmo o impacto sendo menor, o mercado é muito maior, o que em tese permite um valor muito maior de Naming Rights.
Mas o problema maior ainda é que poucas empresas no Brasil ainda trabalham com uma verba de USD 100 milhões num único segmento e em contratos com mais de um ano de duração.
Pode ser um divisor de águas.
De todo modo, a discussão é boa e rende muita cerveja.
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