Reprodução: Jornal da Tarde
O São Paulo confiou na palavra de Miranda e foi pego de surpresa.
Na sexta o zagueiro confirmou oficialmente o que há algum tempo tinha vindo à
tona: vai deixar o clube dia 30 de junho, quando se encerra o seu contrato,
para ir defender o Atlético de Madrid, da Espanha.
A transferência foi um duro golpe na diretoria. O diretor de
futebol João Paulo de Jesus Lopes chegou a duvidar da veracidade das
declarações de Quique Sánchez Flores, técnico do time espanhol, que anunciou
que Miranda iria reforçar sua equipe.
A saída significa ainda prejuízo financeiro. O São Paulo não
vendeu Miranda quando teve chance, e agora não vai receber nada. O zagueiro
engrossa uma lista recente de jogadores que poderiam dar lucro, mas foram
embora sem render nenhum tostão ao clube.
No começo do ano passado o presidente Juvenal Juvêncio até
aceitou os US$ 20 milhões (RS 32,6 milhões) do Wolfsburg, da Alemanha, mas
Miranda não quis ir e o clube respeitou. Antes disso, uma oferta de 12 milhões
de euros (R$ 26 milhões) havia sido recusada.
O mesmo aconteceu com Richarlyson e Jorge Wagner. O primeiro
recebeu proposta de US$ 6 milhões (R$ 9,8 milhões) do Werder Bremen, mas o São
Paulo não vendeu. E acabou indo para o Atlético Mineiro de graça. Já o segundo
teve ofertas do Oriente Médio, mas saiu, sem render nada, para o Kashiwa
Reysol, do Japão.
A lista ainda inclui Hugo e Borges, que foram para o Grêmio
em 2009, além de Mineiro, Danilo e Fabão, que rumaram para o exterior em 2006.
Comentário do blog:
O São Paulo precisa rever sua forma de ver o mercado de
futebol, e ser mais frio, profissional. Hoje os atletas são orientados por
gente experiente e que visam, corretamente, o lucro de seus clientes. O São
Paulo precisa fazer o mesmo. Estamos confiando na “palavra” quando deveríamos
nos garantir por meio de contratos bem amarrados.
Se a diretoria não “ficar esperta” promessas como Lucas e
Piazon também podem sair sem que o Tricolor fature o justo pelo investimento e
valorização desses atletas.
Hoje, tirando R. Ceni, não tenho apego a nenhum outro
jogador do São Paulo e acho que qualquer jogador é negociável, política que Grêmio,
Inter e Cruzeiro, hoje praticam com êxito.
Não adianta ficarmos nos iludindo com craques que fiquem
anos em nosso clube, isso acabou. Portanto se tiver proposta boa, vende. Com
Hernanes também recusamos uma excelente oferta do Barcelona e acabamos vendendo
para a Lázio por uma menor um ano depois. Clube e jogador perderam.








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